O homem inteligente aspirará, antes de tudo, a evitar qualquer dor, aborrecimento e a procurar o repouso, prazeres agradáveis e úteis. Procurará, portanto, uma vida tranquila, modesta, defendida dos infortúnios. Depois que mantemos algum tempo relações com os homens, e que ficamos conhecendo-os profundamente, preferimos logo uma existência retirada e, se formos espíritos superiores, escolheremos a incontinênti solidão. Um homem, quanto mais possui em si mesmo, menos necessidade tem do mundo exterior, e de menos utilidade lhe parecerão os outros seres. É justo que a superioridade da inteligência conduza à insociabilidade.
Arthur Schopenhauer
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